Colei abaixo uma notícia do UOL contando sobre a não aceitação dos cursos tecnológicos como cursos superiores em alguns concursos públicos. Isso é uma pena, pois o projeto de formação nos cursos tecnológicos é bastante consistente. É uma medida apenas burocrática que garante muita pouca coisa.
Os cursos tecnológicos são uma ótima opção de formação para pessoas que queiram um curso mais curto e com um foco mais técnico de formação, e não há nenhum demérito nisso. Quem disse que a única boa formação é a da graduação? Em muitos países europeus há muito mais tecnólogos do que bacharéis (não que a Europa seja um exemplo para tudo, mas esse é um dado que acho interessante).
Veja a notícia:
Apesar do crescimento nos últimos anos em número de cursos e alunos – mais de 700% e 300%, respectivamente -, formados em cursos tecnólogos têm baixa aceitação pelas estatais, que não os aceitam em concursos públicos que exigem formados com nível superior.
Os cursos superiores de tecnologia, como o próprio nome diz, dão formação de nível universitário, como qualquer outra graduação. A diferença é que seus currículos são focados no mercado de trabalho, menos abrangentes, o que torna o curso mais rápido de ser concluído.
Desde meados do ano 2000, o Ministério da Educação (MEC) tem incentivado a formação superior em tecnologia no Brasil, algo comum há décadas em muitos países desenvolvidos.
No exterior, até 40% dos formados em ensino superior são tecnólogos.
Segundo o último censo do MEC, de 2006, o País tem cerca de 55 mil pessoas formadas nos atuais 3 mil cursos de tecnologia. O número representa 7% do total de concluintes do ensino superior. Outros 278 mil estão matriculados em cursos para tecnólogos atualmente, a maioria deles em instituições particulares.
Os cursos superiores de tecnologia têm carga horária mínima de 1.600 horas, o que permite que sejam feitos em dois ou três anos. Os formandos também têm direito a fazer pós-graduação. Apesar de existirem há mais de 40 anos, as leis eram confusas e por isso o Conselho Nacional de Educação (CNE) editou pareceres e resoluções em 2001, 2002 e 2004 regulamentando os cursos. Foi quando o número de tecnólogos e o investimento das instituições deslancharam.
Fonte: UOL