Hoje, na Folha de São Paulo, no caderno Folhateen, há uma matéria sobre escolha profissional. O tema abordado é o de como é a escolha dos adolescentes quando há uma expectativa  em relação a eles para que assumam o negócio da família. Fui entrevistado sobre esse assunto, e estou postando a entrevista abaixo (se quiser ver a matéria inteira, clique aqui):

“Você tem direito a seu futuro”

Denise Brito

Por volta dos 17 anos é comum haver várias questões misturadas na cabeça do adolescente junto à necessidade de decidir que curso fazer na faculdade.
Havendo uma atividade predominante na família, seguir por ali pode parecer um caminho natural . “O problema não está no fato de essa escolha ser a mais fácil. É que é saudável pensar em outras possibilidades que tenham a ver com as suas afinidades”, opina o psicólogo e orientador profissional André Meller.
“É a hora de investigar a fundo outra profissão de interesse, pesquisar, fazer um curso, conhecer melhor seu dia-a-dia e verificar se há realmente afinidade. Um bom exercício é pensar qual é o seu projeto de futuro. Você tem direito a ter seu próprio projeto.”
A pergunta que ele aconselha ao jovem fazer a si mesmo é: tocar o negócio do pai é um desejo meu ou da minha família?
Segundo Meller, é interessante ter experiência na atividade, vivenciar a rotina da empresa e as opções de trabalho existentes ali para verificar o que de fato se gosta ou não.
“A questão não é assumir ou não o negócio, tirar salário e tal. A escolha, na verdade, é de um projeto de vida”, diz ele.
Claro que há estilos diferentes de gestão e um sucessor pode imprimir sua marca pessoal à forma de administrar uma empresa. Mas há também limites inerentes às atividades.
“Toda escolha traz riscos embutidos e eles são normais, fazem parte da vida. Sem riscos, a vida fica muito limitada”, diz o orientador.
Em vez de simplesmente ceder à pressão externa, vale a pena investir para fazer uma escolha consciente, bem informada e diminuir os riscos.