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	<title>Adolescência e Orientação Profissional</title>
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	<description>Definir um projeto de vida não é fácil - blog para adolescentes e seus pais</description>
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		<title>Adolescência e Orientação Profissional</title>
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		<title>Fuvest 2012 &#8211; calendário</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 13:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja as principais datas do vestibular da FUVEST deste ano: &#160; Agosto 1/8 – Manual do Candidato Fuvest 2012 disponível para consulta no site www.fuvest.br 26/8 – Início do período de inscrições, pela internet, no vestibular Fuvest 2012 Setembro 9/9 – Último dia para inscrições, pela internet, no Vestibular Fuvest 2012 Outubro 9 a 14/10 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=294&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja as principais datas do vestibular da FUVEST deste ano:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agosto</strong><br />
1/8 – Manual do Candidato Fuvest 2012 disponível para consulta no site www.fuvest.br<br />
26/8 – Início do período de inscrições, pela internet, no vestibular Fuvest 2012</p>
<p><strong>Setembro</strong><br />
9/9 – Último dia para inscrições, pela internet, no Vestibular Fuvest 2012</p>
<p><strong>Outubro</strong><br />
9 a 14/10 – Provas de Habilidades Específicas antecipadas das carreiras de Música (São Paulo) e Artes Visuais</p>
<p><strong>Novembro</strong><br />
4/11 – Divulgação das listas de aprovados nas Provas de Habilidades Específicas antecipadas de Música (São Paulo) e Artes Visuais<br />
21/11 – Divulgação dos locais de exame da 1ª fase<br />
27/11 – Exame da 1ª fase da Fuvest</p>
<p><strong>Dezembro</strong><br />
19/12– Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2ª fase</p>
<p><strong>Janeiro</strong><br />
8 a 10/1 – Provas da 2ª fase da Fuvest<br />
11 a 13/1 – Provas de Habilidades Específicas</p>
<p><strong>Fevereiro</strong><br />
4/2 – Divulgação da 1ª chamada<br />
8 e 9/2 – Matrícula</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/andremeller.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/andremeller.wordpress.com/294/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=294&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pesquisa em Neurociências e suas aplicações &#8211;  o trabalho do cientista</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 13:33:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
				<category><![CDATA[carreira]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma área de trabalho sobre a qual cada vez mais ouvimos falar é a área de neurociências, que reúne profissionais de várias formações: as pesquisas nessa área reúnem médicos, psicólogos, biólogos, educadores, filósofos e outros mais. É um bom exemplo de área interdisciplinar. Um dos trabalhos mais encantadores que conheço nesse campo é o que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=291&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma área de trabalho sobre a qual cada vez mais ouvimos falar é a área de neurociências, que reúne profissionais de várias formações: as pesquisas nessa área reúnem médicos, psicólogos, biólogos, educadores, filósofos e outros mais. É um bom exemplo de área interdisciplinar. Um dos trabalhos mais encantadores que conheço nesse campo é o que está sendo desenvolvido pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, que está lançando um livro pela Companhia das Letras no qual relata parte da sua experiência. Um de seus objetivos é fazer uma criança paraplégica voltar a andar com a ajuda de um exoesqueleto controlado pela mente. Isso mesmo: controlado pela mente! Saiba disso e um pouco mais em um perfil feito sobre ele na Revista Brasileiros, e conheça melhor o que é o trabalho de um cientista na atualidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>Miguel Nicolelis, o homem dos sonhos</h1>
<p><em>texto</em> Ricardo Kotscho <em>fotos</em> Hélio Campos Mello</p>
<div id="artigoTexto"><strong>Várias vezes candidato ao Prêmio Nobel de Medicina, neurocientista brasileiro mais conhecido no exterior, o palmeirense Miguel Nicolelis, 50 anos, mostra para a reportagem da <strong>Brasileiros</strong> as obras da Cidade do Cérebro, um centro de ensino, de saúde e pesquisa de ponta, com 100 mil hectares, que ele está implantando em Macaíba, no Rio Grande do Norte. Ele revela que está perto de vencer seu maior desafio: fazer um paraplégico voltar a andar, movido por uma veste robótica comandada pelo cérebro. Se tudo der certo, um menino brasileiro que era quadriplégico até recentemente vai subir andando o túnel do Maracanã, junto com a Seleção Brasileira, para dar o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, usando a atividade do cérebro para controlar a veste robótica. Como isso é possível?</p>
<p>Quatro dias antes da nossa conversa, Nicolelis estava nos EUA apresentando os novos resultados das suas pesquisas sobre a interação cérebro-máquina na Associação Americana para Avanço da Ciência. &#8220;Nós fizemos um macaco controlar um corpo virtual, que explorava um mundo virtual, tocava objetos e mandava informações de volta, direto para seu cérebro. Ou seja, nós expandimos o corpo desse animal para o mundo virtual. O coroamento dessa ideia é fazer o ser humano andar novamente.&#8221; A veste robótica já está sendo produzida em um laboratório em Munique, na Alemanha. Lembra uniforme de astronauta, com sensores espalhados pela roupa. &#8220;A pessoa tem a sensação de estar em um novo corpo. Então, é a libertação do cérebro, do corpo biológico e a incorporação de um cérebro biônico.&#8221;</p>
<p>Nas páginas seguintes, o maravilhoso mundo novo da ciência que Miguel Nicolelis resume no título do seu último livro, com lançamento no Brasil previsto para junho, pela editora Companhia das Letras: <em>Muito Além do Nosso Eu. </em></strong></p>
<p>Às nove horas da manhã, pontualmente, como estava combinado, chegamos ao final da Avenida da Esperança, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Macaíba, a meia hora de Natal, para dar início à nossa romaria pelas obras e instalações da Cidade do Cérebro. De roupa esporte, protegido do sol nordestino pelo indefectível boné do Palmeiras (até o uniforme dos operários é verde), já a mil por hora, Miguel Nicolelis desce do carro e, de braços abertos, nos mostra a utopia do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra se tornando realidade.</p>
<p>&#8220;Esta é a nossa Brasília científica! Sou o homem dos sonhos impossíveis&#8230;&#8221;, diverte-se Nicolelis, ao ver de perto que a maquete eletrônica apresentada em Natal, durante um simpósio de Neurociência, em 2004, virou um imenso canteiro de obras, onde 220 operários trabalham dia e noite para entregar tudo pronto no próximo ano. São sete prédios, com 14 mil m2 de área construída, 45 laboratórios de pesquisa, centro de saúde, berçário e salas de aula para até cinco mil alunos. O objetivo é oferecer no mesmo espaço todos os recursos de ensino, pesquisa e saúde, do nascimento à universidade, dentro do programa Educação Toda Vida. Nos ensinos fundamental e médio, os alunos terão um período de acordo com o currículo regular do MEC e outro só de educação científica.</p>
<p>&#8220;Não adianta sonhar com sonho pequeno. É melhor sonhar grande, porque o tempo é o mesmo e o resultado muito melhor&#8221;, foi essa a lição que o cientista aprendeu com a avó Lygia Maria Laporta, que dará nome à escola. Enquanto caminha pelo canteiro de obras, Nicolelis conta que todos os projetos são do arquiteto brasiliense José Galbinski, recomendado por Oscar Niemeyer. Os prédios são construídos em formato de jangada e as janelas lembram velas. &#8220;Se tudo der certo, aqui vai ser&#8230;&#8221;, repete várias vezes o cientista sonhador, que nunca se dá por vencido. &#8220;Se faltarem recursos, passo o chapéu até para pinguim&#8230; O impossível é só o factível que ninguém teve tempo suficiente para realizar.&#8221; As obras demoraram a sair do chão; começaram há apenas seis meses, mas agora estão em ritmo acelerado. Brotaram no meio do nada em uma área de transição da Mata Atlântica para a caatinga. Em quase duas horas de entrevista, Miguel Nicolelis se lembra de como foi parar em Macaíba, conta a história da Cidade do Cérebro e fala de seus planos para o futuro.</p>
<p align="left"><img src="http://www.revistabrasileiros.com.br/imagens/10216/20110505131602_10216_original.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Qual é a receita para se tornar um cientista como Miguel Nicolelis, considerado um dos 20 pesquisadores mais importantes do planeta, tendo nascido em um país chamado Brasil. Família, amigos, escola, sonhos, sorte, ousadia. Como foi que você chegou a candidato ao Prêmio Nobel e qual foi o pulo do gato?</em><br />
Miguel Nicolelis -</strong> Eu acho que é uma combinação de tudo isso. É esse jeito brasileiro de fazer ciência, um jeito diferente, que nos EUA não era conhecido. Quando eu cheguei lá, mais de 20 anos atrás, com essa maneira nova de abordar as ideias com os meus orientadores, e depois com os meus alunos, nós criamos uma escola de fazer Neurociência bem diferente da média que existia, do padrão, da estratégia que havia. Eu devo isso aos jogos de futebol na várzea em Moema, aos passeios de bicicleta no Ibirapuera, aos professores brasileiros que eu tive. Essa coisa de improvisar, de nunca parar diante de um obstáculo. Porque, lá nos EUA, os professores americanos tinham alguma coisa que era assim: precisava comprar um novo equipamento, parava; até chegar o equipamento, não fazia. E aqui a gente não parava só porque não tinha o equipamento ou não tinha o dinheiro para conseguir o equipamento. É uma coisa de paixão. A partir de certo nível, você só alcança resultados quando tem um envolvimento obsessivo, uma paixão obsessiva por aquilo que faz, é algo maior que a vida.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Você pode dar um exemplo deste &#8220;jeito brasileiro de fazer ciência&#8221;?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Eu chegava ao laboratório e sabia reciclar seringa de um jeito que ninguém sabia. O meu orientador americano ficou besta porque comecei a salvar milhares de dólares para ele. O sujeito então me entregou um laboratório na mão. Na América é assim, você chega e o chefe te dá um laboratório: &#8220;É seu, a Ferrari é sua&#8221;. Quando abri a porta daquilo que o cara tinha me dado, eu passei a morar lá dentro. Ninguém me via. Nem sei como tive três filhos&#8230; E quando eu saí de lá, três anos depois, junto com John Chapin, um grande cara, que foi meu orientador pós-doutorado, de uma consciência medonha, o meu nome já era respeitado na academia. Foi o meu grande chefe lá. O mecânico do Santos Dumont se chamava Albert Chapin, que é da família do John. Não é brincadeira? Quando nós descobrimos isso, eu e o John nos tornamos irmãos.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Antes de John Chapin, você teve grande influência de outra pessoa, a tua avó materna Lygia Laporta. Conta essa história.</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Eu estudava de manhã na escola pública e, à tarde, no quintal da dona Lygia ou na varanda do escritório dela. No segundo andar do sobrado, tinha uma varandinha e ela punha uma rede, que dizia que era a única genuinamente tapuia de Moema. Era uma mulher fenomenal, foi ela quem me ensinou o realismo mágico da vida. Aprendi tudo com a minha avó &#8211; ópera, matemática, história do Brasil. E aprendi a ter esses sonhos. Foi ela que me preparou para ser um outro tipo de pessoa.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>O que a tua avó fazia na vida?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Era educadora, professora formada pela Caetano de Campos. Mas foi funcionária pública de carreira, a vida toda na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Quando se aposentou, nos anos 1960, foi morar em Moema e, segundo ela mesma dizia, abriu uma escola de um aluno só, que era eu. Foi demais. A gente viajava pela Amazônia no quintal dela, tinha samambaias, bichos. Por isso que sou fissurado pela Amazônia.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Dando um salto no tempo, por que estamos hoje conversando aqui em Macaíba, no Rio Grande do Norte? Como foi tornar realidade teu sonho de unir ciência de ponta com um projeto de desenvolvimento social em uma das regiões mais pobres do País?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Isso tem muito a ver com dona Lygia. Vim para Macaíba com essa ideia de demonstrar para as pessoas que a utopia é possível, não importa quanto sejam adversas as condições. Quando viajei para o Nordeste, procurando um lugar para instalar o projeto, cheguei à conclusão de que esse modelo de ciência como agente de transformação social deveria ser implantado onde ninguém imaginaria que fosse possível. Tinha de ser em um lugar onde tivesse um efeito muito grande. Não adiantava ir para Salvador, porque você iria estar no meio de um caldeirão de problemas, e o seu efeito seria mínimo. Aqui, em Macaíba, onde vivem 60 e poucos mil habitantes, os problemas sociais são evidentes, mas têm soluções muito simples, muito diretas, e você pode gerar políticas públicas.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Vamos começar pelo começo, Nicolelis. Quando, onde e como surgiu a ideia de trazer para o Nordeste brasileiro tuas bem-sucedidas experiências na pesquisa científica nos Estados Unidos?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Esse projeto, na verdade, começou quando ouvi o discurso do presidente Lula na noite da vitória da eleição de 2002. O professor Sidarta Ribeiro, que era meu aluno, e eu conseguimos assistir à transmissão da televisão brasileira em Chapel Hill, na Carolina do Norte. Eu tinha trabalhado nas campanhas do Lula desde 1982. Sofri com a eleição de 1989 para presidente porque fui embora do Brasil naquele ano. O Lula falou no discurso que era chegado o momento de construir um grande País. Não era uma conquista do poder pelo poder, mas o começo de um projeto de nação. Todo mundo chorou que nem criança na minha casa. Mesmo os meus filhos americanos, que não tinham nenhuma ideia do que era aquilo, ficaram emocionados.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Naquela mesma noite, você decidiu voltar?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Decidi voltar para o Brasil, e decidi que a ciência tinha de fazer alguma coisa pelo nosso projeto de nação. Aí, a gente começou essa guerrilha, em março de 2003.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>O que o senhor ouviu das pessoas quando começou a mostrar o projeto naquele ano? Como conseguiu os recursos necessários? </em><br />
M.N. &#8211; </strong>Na realidade, eu ouvi coisas muito contraditórias. Achei que ia chegar aqui no Brasil e todo mundo iria vibrar. O pessoal ia falar: &#8220;Putz, que maravilha!, vamos fazer, vamos tentar&#8221;. Mas não foi bem assim. Meu primeiro encontro com o presidente Lula foi muito emocionante. Foi uma reação muito boa, muito emocional, muito legal. Tinha escrito uma carta para ele. Um dia, no meu laboratório, a minha secretária vem e fala assim: &#8220;Olha, tem um trote do Brasil, um cara falando que é do palácio do Presidente da República. Vou desligar o telefone&#8221;. Eu falei: &#8220;Não desliga, não, vai ver que é verdade&#8221;. Era o pessoal do presidente querendo marcar um encontro. A reação das outras pessoas ao projeto foi muito misturada. Por exemplo, os acadêmicos do Sul e Sudeste do Brasil tiveram uma reação muito negativa, achando que isso não podia dar certo, que iria dividir as verbas para pesquisa no País. São Paulo e Rio concentram 70% da produção científica brasileira. Para muita gente, é ótimo ter um núcleo de excelência no sul-sudeste do Brasil. Mas, na minha filosofia, a inclusão de largos setores marginalizados da sociedade brasileira também passa pela distribuição dos meios de geração de conhecimento de ponta por todo o Brasil. O pessoal de São Paulo reclama que o CNPq (<em>Conselho Nacional de Pesquisas</em>) só dá 30% do orçamento para São Paulo. Quer 50%. Mas e o resto do Brasil? Você tem de dar oportunidades a todos para gerar conhecimentos. Ninguém acredita em si, cria autoestima e cidadania, se não gera algo novo. Então foi uma reação muito difícil no começo, que durou por muito tempo.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Como você conseguiu mudar isso?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>À medida que a minha ciência foi explodindo e sendo reconhecida no mundo, as pessoas viram que eu não estava brincando. As coisas foram aparecendo, as construções, as escolas, os laboratórios, o centro de saúde. A mudança veio de fora para dentro. Quando a revista <em>Scientific American</em> publicou uma reportagem de capa, dizendo que o nosso projeto era um dos melhores modelos de ciência para o desenvolvimento do terceiro mundo, as coisas começaram a melhorar. Em 120 anos, foi a primeira vez que a revista publicou uma carta de um presidente da República. O presidente Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e eu assinamos uma carta dizendo que esse projeto era paradigma para um currículo de educação científica que beneficiará um milhão de crianças. Isso saiu como editorial da <em>Scientific American</em>, mas não foi publicado em lugar nenhum no Brasil. Saiu em todo lugar, saiu no México, saiu na Europa, foi um choque. De repente, tinha um projeto em Macaíba que era notícia no mundo inteiro, menos aqui.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Quem você conseguiu convencer primeiro aqui no Brasil de que a ideia era boa?</em><br />
M.N. -</strong> Primeiro foi o Lula, em 2003, 2004. Depois, eu convenci gente muito querida, como o Isaac Roitman, que é um cientista brasileiro famosíssimo. Eu o chamo de general Roitman. Nós criamos a &#8220;Coluna Roitman&#8221;, que era uma espécie de Coluna Prestes da ciência. Hoje, ele é aposentado, mas foi um dos grandes microbiologistas do Brasil. Quando trabalhava como secretário do Ministério da Ciência e Tecnologia, ele ouviu falar do projeto e me convidou para falar com o Roberto Amaral, que foi o primeiro ministro do setor e me tratou muito bem. Comecei a conseguir verbas iniciais do governo federal e recursos privados porque a minha promessa era a seguinte: para cada real que o governo brasileiro pusesse nesse projeto, eu sairia pelo mundo para conseguir pelo menos mais um real no exterior. Comecei a fazer contatos com brasileiros que moravam fora do País. Em 2005, quando eu me encontrei com a senhora Lily Safra, o projeto já existia, o instituto já existia.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Como você chegou a ela?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Foi uma coisa louca. Eu recebi um telefonema, na Suíça, de um amigo em comum, um verdadeiro irmão israelense chamado Hidan Segueve, que falou do projeto para a senhora Safra. Um dia ela me liga, bem na hora em que eu estava descendo de um trem em Genebra. Ao ouvir o nome dela, tropecei no degrau do vagão, caí, rasguei minha calça. Sentei em um banco porque estava achando que era trote, e era ela. Fui convidado para visitá-la na sua casa em Londres. Dois dias depois, eu estava na casa dela apresentando o nosso projeto. Aí começou a pegar no breu. Por questões contratuais, eu não posso falar em valores, mas foi a maior doação privada da história da ciência brasileira até hoje.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>O senhor se lembra de alguma história emblemática desse início de implantação do projeto, algo que lhe deu a certeza de que estava no caminho certo e não poderia desistir?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Quando a gente abriu a primeira escola em março de 2007, em Natal, nós trouxemos os maiores neurocientistas do mundo para conhecer o trabalho, veio até um Prêmio Nobel. Uma menininha de Cidade da Esperança, que é o bairro onde fica a escola, me pegou no braço quando eu entrei na escola, e falou: &#8220;O senhor promete uma coisa para mim?&#8221;. Perguntei o que era e ela respondeu: &#8220;O senhor não vai embora daqui nunca, não é?&#8221;. Prometi para ela que nunca iria embora daqui. Os cientistas americanos olharam para mim e pediram para eu traduzir o que a menina tinha falado. Esses caras são gente de casca dura, mas não teve um que não marejou os olhos.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Nem você&#8230;</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Eu chorei que nem criança. Essa menina está hoje no ensino médio. A vida dela mudou e ela mudou a minha vida. Aliás, todas essas coisas que aconteceram aqui mudaram a minha vida.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Por que o senhor e seu trabalho de pesquisador são mais conhecidos e reconhecidos no exterior que no Brasil? Isso está começando a mudar? O senhor sente que estamos em uma encruzilhada entre o subdesenvolvimento científico com a crônica falta de recursos para investimentos em pesquisas, e no limiar de um salto para transformar o Brasil em potência nessa área?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Eu acho que essa realidade mudou muito nos últimos anos. O meu trabalho específico é mais conhecido fora do Brasil, sem dúvida nenhuma. Mas eu te dou um exemplo de como as coisas estão mudando. Ontem, eu estava esperando o avião no aeroporto de Guarulhos, depois daquela odisseia de cruzar a marginal Tietê, no meio da enchente, para chegar lá. Estava de terno, lendo um livro e comendo pão de queijo, quando aparece um cara e me pega no braço: &#8220;O senhor não é o neurocientista Nicolelis?&#8221;. Respondi que sim, era eu mesmo, e aí ele falou: &#8220;Eu sei que o senhor é palmeirense e eu sou corintiano&#8230; Apesar disso, queria dizer que gosto muito do trabalho que o senhor faz. Tenho um familiar parkinsoniano&#8230;&#8221;. Nunca imaginei no Brasil que eu estaria em um lugar público e um cara me abordaria para falar da sua esperança na cura da doença de Parkinson. Meu avô Ângelo Nicolelis, marido da avó Antonieta, que era a mãe do meu pai, morreu após uma queda provocada por Parkinson. Descobrir a cura dessa doença é algo muito importante para mim, tenho uma ligação muito profunda com essa doença.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Em suas pesquisas com macacos, o senhor já provou que o cérebro pode mover braços mecânicos. É aquela velha história da força do pensamento, finalmente colocada em prática. Em que pé estão nesse momento as pesquisas aplicadas ao cérebro humano. Cite alguns exemplos concretos de como essas pesquisas já beneficiaram a vida de pessoas com deficiências neurológicas. </em><br />
M.N. &#8211; </strong>Nós estamos, no momento, em uma bifurcação muito importante da neurociência, que vai deixar de ser só uma coisa para fazer diagnóstico. Os neurologistas, durante muito tempo, faziam o diagnóstico e não tinham como intervir. Nós estamos começando a mudar de patamar, ou seja, nós vamos começar a ter terapias para doenças que a gente diagnostica tão rotineiramente. Por exemplo, a doença de Parkinson. Antigamente, você só tinha medicamentos. Aí, foi inventada uma cirurgia para doença de Parkinson, que aliviou o problema, melhorou a qualidade de vida e aumentou a sobrevida dos pacientes, no sentido de evitar certos acidentes, como aconteceu com meu avô, que morreu em consequência da doença. Se já existisse essa cirurgia, provavelmente não teria falecido. Agora, nós temos uma nova cirurgia, que é semi-invasiva, sem necessidade de abrir o cérebro do paciente. Vai ser feita na medula espinhal, e isso vai reduzir o custo, que atualmente é de centenas de milhares de dólares, para US$ 1.000, ou seja, vai beneficiar muito mais gente, cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo. É uma cirurgia que você pode fazer desde o diagnóstico da doença.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Quais são os próximos passos nessas pesquisas que possam dar um novo alento a quem convive com doenças cerebrais?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>O que nós estamos estudando nesse momento é se essa cirurgia vai ampliar a sobrevida e reduzir o processo degenerativo. A neurociência está começando a fazer agora o que a cardiologia fez nos anos 1950. Está começando a realmente permitir que você conviva com uma doença neurológica de maneira produtiva e que possa manter a sua qualidade de vida. Porque esse é o grande drama: hoje em dia, você convive muito mal com as doenças. Paralisia, por exemplo, é uma coisa devastadora; derrame é uma coisa devastadora. Nosso trabalho consiste em tentar usar o que sobrou do sistema nervoso, que está saudável, para substituir as funções que foram perdidas. Essa vai ser, na minha opinião, uma grande revolução nos próximos 20 anos.</p>
<p><strong>Brasileiros -<em> Como o senhor divide seu tempo, vivendo na ponte aérea entre três países &#8211; Brasil, Estados Unidos e Suíça -, onde desenvolve suas pesquisas? </em><br />
M.N. &#8211; </strong>Em média, passo 70 % do meu tempo no exterior e 30% no Brasil. Além do trabalho de pesquisa e ensino que desenvolvo há mais de 20 anos no Departamento de Neurociência da Universidade Duke, em Chapel Hill, na Carolina do Norte, sou professor-adjunto também na Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça. Vivo nesse triângulo. Dois dos meus filhos estudam nos Estados Unidos e um está aqui no Brasil.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Tem algum já seguindo teus passos na área científica?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Não, é tudo diferente. O meu filho do meio vai ser advogado, voltado à biotecnologia, que é uma coisa nova que tem lá nos Estados Unidos. O mais novo vai trabalhar com computação gráfica, criar desenhos animados, coisas assim. E o mais velho é um cara mais da área de humanas. Pensou em seguir jornalismo, mas já desistiu.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Se tivesse de escolher entre ganhar na mega-sena, encontrar todas as obras da Cidade do Cérebro concluídas, e ver seu Palmeiras campeão, o que o senhor escolheria?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>Todas as obras construídas. O Palmeiras já foi muito campeão&#8230; (<em>risos</em>).</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>E o senhor nunca acertou a mega-sena&#8230;</em><br />
M.N. -</strong> Na mega-sena não tenho a mínima chance. Eu não jogo, fica difícil&#8230; Este era outro ditado da dona Lygia: &#8220;Nunca deixe para o infortúnio aquilo que você tem de fazer com suas próprias mãos&#8221;. Estou pensando em criar um blog e o nome vai ser Histórias de Dona Lygia.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Se o senhor estivesse no lugar do Aloizio Mercadante, qual seria a sua prioridade zero no Ministério da Ciência e Tecnologia?</em><br />
M.N. &#8211; </strong>A minha prioridade zero seria massificar o ensino de ciência pelo Brasil para toda a criançada querer fazer ciência, que nem jogar bola, que é a única esperança que nós temos. E desburocratizar os processos de produção e disseminação de conhecimento de ponta no Brasil. Se fizesse essas duas coisas, o Brasil mudaria da água para o vinho, da noite para o dia.</p>
<p align="left"><img src="http://www.revistabrasileiros.com.br/imagens/10217/20110505131700_10217_original.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>O que já está confirmado em termos de recursos nacionais e estrangeiros, públicos e privados? Qual o total de recursos necessários e quanto já foi investido no instituto? </em><br />
M.N. -</strong> O nosso maior parceiro é o Governo Federal, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério da Educação e, de forma bem menor, o Ministério da Saúde, com ações que se iniciaram em 2003. Nós arrecadamos recursos não só para o nosso instituto, mas também para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Instituto Internacional de Neurociências trabalhou para arrecadar 50 milhões de reais para a Universidade Federal, investidos nas obras de construção da Cidade do Cérebro. É uma parceria estratégica vital para a implantação do projeto. No total, nós já garantimos recursos da ordem de 120 milhões de reais, metade dinheiro público e metade privado, como prometi ao ex-presidente Lula.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>E quanto falta?</em><br />
M.N. -</strong> Falta muito dinheiro. O projeto completo está orçado em dois bilhões de reais. É o maior projeto científico com capital público e privado do Brasil, um dos maiores do mundo nesse momento. Se depender de nós, isso daqui ainda vai ser a capital científica do mundo.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Qual foi a participação dos governos locais?</em><br />
M.N. -</strong> Muito pequena. A prefeitura de Macaíba ajudou com transporte e repassa recursos do SUS, o governo do Estado fez essa estrada de acesso à Cidade e a ponte foi construída pela Petrobras, mas o Governo Federal é o maior parceiro, sem dúvida. E eu ouso dizer, porque não posso afirmar categoricamente, mas em tudo tem o dedo do ex-presidente Lula depois do nosso encontro em 2003. Ele me deu um abraço e falou: &#8220;Vai lá e faz que estarei aqui acompanhando. Mostra para mim que isso é viável&#8221;. Foi o Frei Betto quem me apresentou ao presidente. O Isaac Roitman escreveu um e-mail para Frei Betto, que falou do projeto para o Lula e pediu para me receber. Foi muito emocionante. Para mim, ele é um grande herói.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>O senhor foi recentemente convidado pelo ministro Aloizio Mercadante para presidir uma comissão do MCT, que discutirá o futuro da ciência no Brasil. Em que áreas o Brasil deve centrar os seus recursos para pesquisas? </em><br />
M.N. -</strong> Eu escrevi, em novembro do ano passado, o Manifesto da Ciência Tropical. São 15 metas para a ciência brasileira, mas só a imprensa internacional publicou o manifesto. A coisa fundamental desse documento, a primeira meta é a disseminação da educação científica por todo ensino público brasileiro nos moldes do projeto de Natal e Macaíba. Nosso objetivo é levar a um milhão de crianças, nos próximos quatro anos, o currículo de educação científica que nós temos aqui. E fazer com que o País seja o líder da ciência tropical, que abrange cinco áreas vitais para o futuro da humanidade, não é só para o futuro do Brasil, não. São elas: energia renovável, alimentação, clima, recursos hídricos e biodiversidade. Ou seja, tudo o que é fundamental para a vida. Se eu tivesse a possibilidade de definir uma visão estratégica, essas áreas teriam de ser contempladas.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Como vai funcionar essa comissão?</em><br />
M.N. -</strong> Vai ser muito diferente de qualquer comissão jamais formada. Primeiro, metade da comissão é formada por mulheres, já para começar, porque nas anteriores não tinha nenhuma mulher, zero. Essas mulheres não são só pesquisadoras tradicionais. Tem educadora, tem ambientalista, tem jornalista, a Marilu Moura. Entre os pesquisadores, fui atrás dos jovens, dos caras brilhantes que nós temos no Brasil e estão escondidos. Tirei todas as figurinhas marcadas, não tem nenhum cartola. E tem um decano da ciência brasileira, que é um dos maiores cientistas que o Brasil já teve, o Victor Nussenzweig. O Victor e a mulher dele, a Ruth, são dois dos maiores especialistas em doenças infecciosas do mundo. Trabalham com malária, dengue. Os dois estão na Universidade Estadual de Nova York desde a década de 1960.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Tem algum novo Miguel Nicolelis entre os 18 jovens da periferia de Natal que fizeram o curso de Educação Científica e passaram a ser estagiários do Instituto de Neurociência no programa Cientistas do Futuro? </em><br />
M.N. -</strong> Tem, sim, provavelmente muito melhor do que eu.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Quem, por exemplo?</em><br />
M.N. -</strong> Eu não vou te dar o nome porque não quero. Entre todos esses meninos lá da escola que vocês visitaram, não só os 18 do programa Cientistas do Futuro, existem futuros Niemeyer, futuros Santos Dumont, Caetano Veloso. Eu não me coloco nem próximo desses caras, mas tem heróis nacionais lá. Quando aquelas crianças entraram na escola, elas queriam ser artistas da Globo, modelo, manequim, ator. Hoje, querem ser geólogos, astrônomos, professores, físicos. Teve um menino que chegou para mim e perguntou: &#8220;O senhor acha que tenho algum problema? É que eu quero ser paleontobiólogo&#8221;. Paleontobiólogo é o cara que estuda Biologia, a história dos antepassados, dos animais, dos fósseis, a biologia dos animais extintos. Falei que não tinha problema nenhum. Eu encontrei um menino, que tinha sido atropelado por um caminhão. Isso foi na época que o negócio da Bolsa-Família começou a explodir, que o sertão começou a mudar, era o sertão com casas pintadas, motos nas ruas, adutoras, antenas parabólicas, cisternas. Cheguei para esse menino acidentado e perguntei o que ele queria ser quando crescer. Ele olhou bem para mim e não teve dúvidas: &#8220;Cirurgião ortopédico&#8221;. Perguntei por que ele queria ser cirurgião ortopédico. &#8220;É que eu já tenho treinamento básico, doutor. Eu fui atropelado por um caminhão, passei um ano no hospital com o meu fêmur quebrado. O que eu vi de raios X de osso, já sei tudo&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Em recente reportagem da revista americana Science, o senhor falou em uma &#8220;maneira tropical emergente de fazer ciência&#8221;, movida pela pesquisa e energia renovável, agricultura, água e genética animal e vegetal. E concluiu: &#8220;Estas são as questões definidoras do planeta e, acreditem ou não, os players estão bem aqui&#8221;. Quem são esses players?</em><br />
M.N. -</strong> São vários, a começar pelo talento humano específico. Nós temos a maior matriz energética renovável do mundo, 47%. Isso não existe em país nenhum. A média mundial é 8%, 12% no melhor dos casos. Nós temos 47% e podemos ser o único país do mundo capaz de substituir a gasolina dos carros completamente. Os nossos players são as pessoas, a ingenuidade brasileira, o poder de criatividade, o poder de transformação e o desejo de inovar. Dizem que o Brasil não tem inovação. Pode não ter inovação no estilo americano, não tem inovação para ganhar dinheiro como a gente conhece lá. Mas e o cara que sobrevive numa favela de Heliópolis, no Complexo do Alemão ou no sertão nordestino? O sertão é a expressão mais sublime da sobrevivência. O ser humano que mora lá é o exemplo mais puro da seleção natural da vida, o sertão é vida.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Como estão se sentindo os pesquisadores estrangeiros que o senhor trouxe para trabalhar aqui? Do que eles mais gostam e do que eles se queixam? Tem mais gente querendo vir trabalhar aqui ou gente desistindo? Quantos pesquisadores já vieram de fora? </em><br />
M.N. -</strong> Já vieram 12, e tem mais 12 vindo. E não é fácil. Não vamos dourar a pílula não, porque é muito difícil. Não é fácil convencer um bom profissional a vir para cá e, quando o pessoal chega aqui, o tranco é duro. Eles vêm de lugares onde tudo é estruturado, tudo é planejado. Você sabe quanto dinheiro vai ter, sabe as regras do jogo, não é avaliado por índice gravimétrico. Porque aqui a avaliação da produção na qualidade científica é por peso. Você pega o currículo e põe na balança, porque é tudo medido por número de trabalhos. Ninguém nos EUA me pergunta quantos trabalhos publiquei, ninguém pede meu currículo Lates, o meu índice. Porque não é essa a moeda de troca da ciência. Pelos nossos critérios de avaliação, o Einstein não seria cientista. Nós temos um sistema de ranking de cientistas que não existe em lugar nenhum do mundo. Você só consegue financiamento para uma pesquisa se for cientista 1A, que é classificação alta, é uma casta. É um número muito pequeno que consegue receber subsídio do governo, bolsa salarial. Nos Estados Unidos, eu me sento à mesa de avaliação de projetos junto com um moleque que acabou de virar professor. Não tem classificação de bom, muito bom, gostosão.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Vale o projeto&#8230;</em><br />
M.N. -</strong> Vale a ideia, vale a cabeça do cara. O moleque que tem 35 anos pode chegar para mim e falar: &#8220;Você está full-check (ultrapassado), sua ideia é uma merda&#8221;.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Que argumentos você usa para convencer os estrangeiros a vir trabalhar no instituto no Rio Grande do Norte?</em><br />
M.N. -</strong> Eu digo para eles que o velho primeiro mundo faliu, e o primeiro mundo agora é aqui. Se eles olharem bem, vai ser aqui o futuro do mundo. A utopia só se constrói aqui.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Quais são os maiores obstáculos para transformarmos essa utopia em realidade?</em><br />
M.N. -</strong> Deve haver um pacto nacional, uma decisão política, uma opção pela excelência e pela construção de uma democracia tropical verdadeira, plena, que não existe em lugar nenhum do mundo. O modelo democrático representativo que a gente conhece, que vem lá dos americanos, da revolução americana, morreu. Isso é notório em todo mundo. O que estamos vivendo no Oriente Médio é uma explosão da primeira bolha, que vai estourar no mundo inteiro. Quem vai nos salvar, eu gosto de falar isso, é a teia, é a net, é a rede. Falei isso outro dia aqui em um simpósio dos blogueiros de Natal. Hoje, nós vivemos um momento em que todo ser humano é notícia e todo ser humano é repórter, todo ser humano pode contar uma história. É emissor e receptor de conhecimento. Não existem mais os formadores de opinião de antigamente. Quando eu era criança, o meu pai lia a Folha de S. Paulo e para ele o que o colunista da página 2 escrevia era a verdade. Hoje, a verdade não está mais lá. A verdade é um espectro de opiniões que vem lá de onde a notícia é gerada. Eu olho para isso como um movimento político. É como funciona o cérebro &#8211; uma democracia auto-organizativa, que se movimenta por conta própria. Não tem ninguém dizendo: &#8220;Faça isso!&#8221;. O que nós estamos vendo é a expressão tecnológica de como nosso cérebro funciona. O sistema político de governança que vai emergir disso é exatamente o sistema que o cérebro usa para gerar todos os nossos comportamentos. É uma distribuição natural, ninguém controla ninguém, um processo catalítico em que a solução ótima emerge. É o resultado da rede, assim como neurônio nenhum manda no seu cérebro. Vou falar sobre isso no Simpósio Nobel marcado para Estocolmo, agora em maio.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Explica melhor que simpósio é esse e o que senhor vai fazer lá, uma vez que seu nome vem sendo cogitado para o Prêmio Nobel já faz alguns anos. </em><br />
M.N. -</strong> É o primeiro simpósio multidisciplinar da Fundação Nobel que vai cruzar três comitês: física, química e medicina. Os 20 principais neurocientistas do mundo foram convidados a participar desse novo Simpósio Nobel, um evento científico criado há mais de 100 anos. E ali agora cada participante tem de escolher um tópico para falar. Escolhi a interface cérebro-máquina, que é a área que criei há 12 anos e à qual me dedico até hoje. Eles me convidaram para abrir o Simpósio. Só para terminar aquela ideia da rede social: sinto que está surgindo um movimento político no mundo todo. Ou seja, se Bertrand Russel estivesse vivo hoje, ele teria encontrado a ferramenta que disse faltar para poder gerir uma governança global.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Fala-se muito de um fantástico supercomputador doado pela Universidade de Lausanne, na Suíça, que já está aqui em Macaíba. O senhor poderia apresentá-lo aos nossos leitores? O que faz esse supercomputador?</em><br />
M.N. -</strong> Imagine um computador com oito mil chips &#8211; e futuramente vão ser 16 mil. Eles trabalham todos em paralelo e são capazes de realizar 22 trilhões de operações por segundo. No momento, estamos negociando uma atualização dele para 2012, que vai transformá-lo na quinta máquina mais veloz do mundo, com um 1.2 pentaflops, o que significa um quaquilhão de operações por segundo.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>No ano passado, esse Centro de Saúde onde estamos conversando fez mais de 15 mil atendimentos. O modelo de atendimento adotado aqui pode ser exportado para outras regiões do País?</em><br />
M.N. -</strong> Exatamente, é o que nós temos conversado com o Governo Federal e Governos Estaduais. Já foi para a Bahia, onde funciona muito bem. A escola de Serrinha é uma escola igual às que vocês viram aqui. Mas o que eu propus para o governador da Bahia e para a governadora aqui do Rio Grande do Norte, e que eu quero propor para o Ministro da Educação e da Saúde, é juntar os centros de saúde com as escolas e levar para as cidades do interior, acoplando os dois na mesma estrutura. Precisamos apostar na mulher, apostar na saúde da mulher e da criança, e na educação da criança. Agora que nós sabemos que funciona, a ideia é espalhar o projeto pelo interior do País, e criar uma rede orgânica autoadaptativa. Nós projetamos a dinâmica do cérebro para as nossas relações sociais. A internet nada mais é do que a implementação digital do algoritmo de funcionamento neural.</p>
<p><strong>Brasileiros &#8211; <em>Aos 50 anos, que acaba de completar, qual é o seu projeto de vida? O que falta fazer e descobrir?</em><br />
M.N. -</strong> Falta acabar de fazer o que o presidente Lula falou naquela noite de 2002: construir uma nação. E eu quero participar disso. Agora, por exemplo, estou preparando um projeto novo: Escolas sem Fronteiras. Veja que loucura: o mundo inteiro hoje está debatendo fronteiras porque o capital circula livremente, dinheiro vai para cá, vai para lá, mas gente, não. Então os países querem construir muros, na Europa os caras estão desenvolvendo altas tecnologias de cercas elétricas, os Estados Unidos abrem fossos nas fronteiras. Só não podem cortar a internet, é uma loucura, nem adianta chamar polícia nem forças armadas. Eu fiquei pensando em um jeito brasileiro de ocupar as fronteiras, criando pontes de educação. Já até escolhi 11, 12 cidades fronteiriças do Oiapoque ao Chuí. Oiapoque até está na lista. É colocar ali escolas bilíngues, que você pega metade dos alunos daqui e a outra metade do país que faz fronteira com o Brasil, e você usa a ciência para unir os dois lados. A história da cultura da América Latina servirá como um dos pilares pedagógicos do projeto. Nós não vamos ter problema na fronteira nunca mais porque você vai criar uma irmandade, você vai criar uma verdadeira irmandade sul-americana. Entreguei o projeto para o ministro Aloizio Mercadante e ele disse que já falou com a presidente Dilma, que aprovou a implantação de três escolas pioneiras.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/andremeller.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/andremeller.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=291&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os seis anos do PROUNI</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 13:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A revista Istoé publicou uma interessante matéria avaliando os seis anos do PROUNI, o programa de bolsas de estudo em universidades particulares criado pelo governo Lula. Alguns mitos caem por terra, e questões importantes são levantadas. Vale a pena ler. &#160; Por Fernando Augusto Botelho &#8211; RJ DA ISTOÉ Os dividendos do Prouni As experiências [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=289&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista Istoé publicou uma interessante matéria avaliando os seis anos do PROUNI, o programa de bolsas de estudo em universidades particulares criado pelo governo Lula. Alguns mitos caem por terra, e questões importantes são levantadas. Vale a pena ler.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<div>
<div>Por <a title="Ver perfil do usuário." href="http://www.advivo.com.br/usuario/fernando-augusto-botelho-rj">Fernando Augusto Botelho &#8211; RJ</a></div>
</div>
</div>
<p><strong>DA ISTOÉ</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/144737_OS+DIVIDENDOS+DO+PROUNI?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage" target="_blank">Os dividendos do Prouni</a></strong></p>
<p><strong>As experiências das primeiras turmas do Programa Universidade para Todos são positivas, mas o projeto precisa de ajustes</strong></p>
<p><em>Paula Rocha</em></p>
<p><img title=" " src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1844403963489549.jpg" alt="chamada.jpg" /><br />
<strong>CONQUISTA<br />
Kelyane Costa cursou faculdade de turismo e<br />
realizou o sonho de estudar inglês fora do País</strong></p>
<p><a name="more"></a></p>
<p>O Programa Universidade para Todos (Prouni), do governo federal, está completando seis anos com uma marca vitoriosa. O número de estudantes inscritos no processo seletivo para o primeiro semestre de 2011 bateu recorde. Mais de um milhão de pessoas se candidataram às bolsas de estudo oferecidas através do programa por instituições privadas de ensino superior. Criado pelo Ministério da Educação (MEC) com o intuito de facilitar o acesso de pessoas de baixa renda a cursos de graduação em faculdades pagas, o projeto já beneficiou mais de 860 mil alunos desde 2004. Segundo levantamento do próprio MEC, a maioria dos bolsistas é composta por mulheres, moradoras da região Sudeste e que optaram por cursos presenciais (leia quadro).</p>
<p><img title=" " src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1844438613532033.jpg" alt="img.jpg" /><br />
<strong>ASCENSÃO<br />
Edinei Brito melhorou de renda após cursar<br />
engenharia mecânica através do Prouni</strong></p>
<p>A carioca Kelyane Rodrigues Costa, 23 anos, foi uma das primeiras formandas do Prouni. Logo que o programa foi lançado ela se candidatou a uma vaga no curso de turismo da Universidade Estácio. Conseguiu. Já no terceiro semestre de aulas, foi chamada para um estágio em um albergue em Copacabana. No ano seguinte, assinou contrato com uma operadora de turismo e hoje atua como agente de viagens. Da bolsa auxílio de R$ 450 que recebia como estagiária, a jovem passou a embolsar R$ 920 fixos, mais comissões que podem chegar a R$ 3 mil por mês. Em abril de 2011, Kelyane celebrou uma grande conquista. Durante um mês, ela fez intercâmbio em Londres, aprendendo inglês. “Foi a realização de um sonho”, diz. “Sem o Prouni eu não teria conseguido fazer a faculdade que desejava. Agora quero investir numa pós-graduação.”</p>
<p>De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope a pedido do MEC, 97% dos bolsistas do Prouni declararam estar motivados a realizar cursos de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado. Para ter direito às bolsas de 25%, 50% ou 100%, porém, os interessados devem preencher certos requisitos. É necessário ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não ter nenhum diploma de curso superior, ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituição privada na condição de bolsista integral e comprovar o rendimento familiar. Só podem concorrer às bolsas integrais aqueles cuja renda da família não passe de um salário mínimo e meio por pessoa (R$ 817,50). Para as bolsas parciais, a renda deve ser de até três salários mínimos por pessoa.</p>
<p>Realidade conhecida por Edinei Pereira de Brito, 26 anos. Natural de Xique-Xique, no sertão da Bahia, ele se mudou para São Paulo em 2004, em busca de oportunidades de estudo e emprego. “Tinha como maior exemplo meu irmão mais velho, que fez letras na Universidade de São Paulo (USP) e hoje cursa pós-graduação em Harvard”, conta Brito. Ainda na Bahia, ele havia feito um curso técnico em mecânica e decidiu seguir na área. Através do Prouni, prestou vestibular para engenharia mecânica na Universidade Cruzeiro do Sul. Na época, Brito estagiava numa metalúrgica e recebia R$ 500 mensais. Durante a graduação, estagiou em outras empresas, foi efetivado e atualmente trabalha como analista de programação de materiais, com um salário de R$ 4 mil. “Minha vida melhorou muito. Hoje tenho acesso a bens e conhecimentos que não tinha antes.”</p>
<p>Apesar do alto índice de aprovação do Prouni (86% dos beneficiados avaliam o programa como ótimo), o projeto recebe críticas pela quantidade de vagas que ficam ociosas. De 2005 a 2011, 33% das bolsas oferecidas pelas instituições de ensino superior particulares não foram utilizadas. Porcentagem contestada pelo secretário de Educação Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa. “Esse número contabiliza vagas duplicadas, que são oferecidas tanto no primeiro quanto no segundo semestres”, explica. “Na prática a quantidade de vagas não preenchidas é menor.” Como forma de minimizar essa discrepância, foi implantada este ano uma lista de espera que permite aos estudantes escolher uma disciplina de preferência e outros dois cursos como segunda e terceira opções. A isenção fiscal cedida às universidades que disponibilizam as vagas também mudou. Agora será equivalente ao número de vagas preenchidas e não às ofertadas. “É claro que o Prouni ainda precisa de ajustes, mas o saldo até agora é muito positivo”, diz Costa. “Trata-se de um grande passo em direção à democratização do ensino superior.”</p>
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		<title>Marcelo Gleiser fala sobre escolha profissional</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 19:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<title>Enquete sobre escolha profissional</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 05:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<title>Enquete sobre o ENEM</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 05:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
		
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		<title>Grade curricular da USP &#8211; como pesquisar</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 19:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fiz esse vídeo abaixo para mostrar como pesquisar a grade curricular dos cursos da USP.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=269&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz esse vídeo abaixo para mostrar como pesquisar a grade curricular dos cursos da USP.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://andremeller.wordpress.com/2010/07/21/grade-curricular-da-usp-como-pesquisar/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ynZiu_S7gg8/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>Marketing x Publicidade</title>
		<link>http://andremeller.wordpress.com/2010/07/21/marketing-x-publicidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 19:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentário muito interessante de um internauta sobre as diferenças entre marketing e publicidade. Por Rick Bekker Olá a todos. Sou aluno do Curso de Marketing aqui em Curitiba. Para aqueles que pretendem entrar nesta carreira, e comumente confundem Marketing versus Propaganda versus Publicidade, deixo aqui minha contribuição. A publicidade, ou propaganda, é uma ferramenta do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=267&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentário muito interessante de um internauta sobre as diferenças entre marketing e publicidade.</p>
<p>Por Rick Bekker</p>
<p>Olá a todos. Sou aluno do Curso de Marketing aqui em Curitiba. Para  aqueles que pretendem entrar nesta carreira, e comumente confundem  Marketing versus Propaganda versus Publicidade, deixo aqui minha  contribuição. A publicidade, ou propaganda, é uma ferramenta do que  chamamos de “Composto de Marketing”. É uma das formas como o produto  pode ser “mostrado” para que atenda as necessidades dos consumidores.  Sem propaganda, não há marketing, e vice-versa. Assim como não há venda  de nenhum produto, se ninguém comprá-lo, ou ter onde vender. Dentro  deste Composto de Marketing, além da Promoção do produto (e  consequentemente a sua publicidade) o profissional de Marketing atua com  o Preço (desde a matéria prima até o Ponto de Venda), Produto  (desenvolvimento dele e agregar a necessidade ao produto de acordo com o  consumo) e Praça (Canais de distribuição, logística, etc). É o que é  chamado de ” Os 4 P de Marketing”, pelo “pai” do Marketing Philip  Kotler. Agora vamos imaginar que o que descrevi aqui, é apenas a “ponta  do iceberg” na matéria de Marketing. A publicidade e a propaganda, estão  contidos em uma parte deste gêlo. O aprofundamento é muito grande.  Qualquer dúvida que tenham, podem recorrer, e aos que determinados  forem, em seguir esta carreira (de Marketing), sejam bem-vindos!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/andremeller.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/andremeller.wordpress.com/267/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=267&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Grade curricular &#8211; Lazer e Turismo &#8211; USP LESTE &#8211; EACH</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 04:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça  a grade curricular do curso de Lazer e Turismo da USP Leste. Clique aqui e veja a grade completa. Disciplinas Obrigatórias 1º Período Ideal Créd. Aula Créd. Trab. CH CE CP AACA ACH0011 Ciências da Natureza 2 0 30 ACH0021 Tratamento e Análise de Dados/ Informações 2 0 30 ACH0031 Sociedade, Multiculturalismo e Direitos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=264&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça  a grade curricular do curso de Lazer e Turismo da USP Leste. <a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/listarGradeCurricular?codcg=86&amp;codcur=86150&amp;codhab=203&amp;tipo=N">Clique aqui e veja a grade completa.</a></p>
<table width="100%">
<tbody>
<tr>
<td align="left"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" align="center" bgcolor="#ffffff">
<tbody>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr valign="top" bgcolor="#658ccf">
<td colspan="8"><strong>Disciplinas                             Obrigatórias</strong></td>
</tr>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td colspan="2"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">1º                            Período Ideal</span></td>
<td><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">Créd.<br />
Aula</span></td>
<td><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">Créd.<br />
Trab.</span></td>
<td align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">CH</span></td>
<td width="6%" align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">CE</span></td>
<td width="6%" align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">CP</span></td>
<td width="6%" align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">AACA</span></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0011&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0011</a></td>
<td>Ciências da Natureza</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0021&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0021</a></td>
<td>Tratamento e Análise de Dados/ Informações</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0031&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0031</a></td>
<td>Sociedade, Multiculturalismo e Direitos</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0041&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0041</a></td>
<td>Resolução de Problemas I</td>
<td>
<div>4</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>60</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0051&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0051</a></td>
<td>Estudos Diversificados I</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1501&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1501</a></td>
<td>Fundamentos do Lazer I</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1511&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1511</a></td>
<td>Fundamentos do Turismo I</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1521&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1521</a></td>
<td>Reflexões do Lazer e Turismo</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1533&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1533</a></td>
<td>História da Cultura, do Lazer e Turismo</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" align="RIGHT" valign="TOP"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#666666;font-size:xx-small;">Subtotal:</span></td>
<td width="7%" align="RIGHT" valign="TOP"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#666666;font-size:xx-small;">20</span></td>
<td width="7%" align="RIGHT" valign="TOP"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#666666;font-size:xx-small;">0</span></td>
<td align="RIGHT" valign="TOP"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#666666;font-size:xx-small;">300</span></td>
<td align="RIGHT" valign="TOP"></td>
<td align="RIGHT" valign="TOP"></td>
<td align="RIGHT" valign="TOP"></td>
</tr>
<tr>
<td width="13%"></td>
<td width="48%"></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td colspan="2"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">2º                            Período Ideal</span></td>
<td><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">Créd.<br />
Aula</span></td>
<td><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">Créd.<br />
Trab.</span></td>
<td align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">CH</span></td>
<td width="6%" align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">CE</span></td>
<td width="6%" align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">CP</span></td>
<td width="6%" align="center"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;">AACA</span></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0012&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0012</a></td>
<td>Psicologia, Educação e Temas Contemporâneos</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0022&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0022</a></td>
<td>Sociedade, Meio Ambiente e Cidadania</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0032&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0032</a></td>
<td>Arte, Literatura e Cultura no Brasil</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0042&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0042</a></td>
<td>Resolução de Problemas II</td>
<td>
<div>4</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>60</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH0052&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH0052</a></td>
<td>Estudos Diversificados II</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1502&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1502</a></td>
<td>Fundamentos do Lazer II</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="4" align="LEFT"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#666666;font-size:xx-small;"> ACH1501                            &#8211; Fundamentos do Lazer I </span></td>
<td colspan="4">
<div>Requisito</div>
</td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1512&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1512</a></td>
<td>Fundamentos do Turismo II</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="4" align="LEFT"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#666666;font-size:xx-small;"> ACH1511                            &#8211; Fundamentos do Turismo I </span></td>
<td colspan="4">
<div>Requisito</div>
</td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1532&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1532</a></td>
<td>Oficinas de Lazer e Turismo</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr valign="top" bgcolor="#ffffff">
<td><a href="http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=ACH1542&amp;codcur=86150&amp;codhab=103"> ACH1542</a></td>
<td>Socioantropologia do Tempo Livre</td>
<td>
<div>2</div>
</td>
<td>
<div>0</div>
</td>
<td>
<div>30</div>
</td>
<td></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" align="RIGHT" valign="TOP"></td>
<td width="7%" align="RIGHT" valign="TOP"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/andremeller.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/andremeller.wordpress.com/264/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=264&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dicas para a escolha profissional</title>
		<link>http://andremeller.wordpress.com/2010/04/20/dicas-para-a-escolha-profissional/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 04:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Meller</dc:creator>
				<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[orientação vocacional]]></category>
		<category><![CDATA[enem]]></category>
		<category><![CDATA[escolha profissional]]></category>
		<category><![CDATA[fuvest]]></category>
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		<category><![CDATA[Vestibular]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa época muita gente que está no 3o. ano do ensino médio começa a se preocupar mais fortemente com a escolha da faculdade e da profissão. É uma escolha importante, cercada de muitos detalhes e expectativas. Para quem está indeciso, seguem algumas dicas que dou para as pessoas que vão ao meu consultório: 1 &#8211; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=andremeller.wordpress.com&amp;blog=2988373&amp;post=262&amp;subd=andremeller&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa época muita gente que está no 3o. ano do ensino médio começa a se preocupar mais fortemente com a escolha da faculdade e da profissão. É uma escolha importante, cercada de muitos detalhes e expectativas. Para quem está indeciso, seguem algumas dicas que dou para as pessoas que vão ao meu consultório:</p>
<p>1 &#8211; pense nos seus interesses e habilidades: quais deles você gostaria que estivessem presentes no seu cotidiano profissional?</p>
<p>2 &#8211; quais assuntos você gostaria de estudar de maneira mais aprofundada na faculdade? Olhe a grade curricular dos cursos de seu interesse e veja se, de maneira geral, esse curso oferece o estudo de temas que te atraem e te despertam a curiosidade;</p>
<p>3 &#8211; Como você gostaria que fosse seu cotidiano? Em que tipo de ambiente de trabalho você se imagina? Mais formal ou mais informal? Em um lugar aberto ou fechado? Com horário fixo ou horário flexível de trabalho?</p>
<p>Pense nisso, e veja os outros posts de orientação profissional aqui do blog.</p>
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