Quando falamos de orientação profissional ou vocacional, para muitos a primeira lembrança é a dos testes. Quais testes? Aqueles em que a pessoa preenche um ou vários formulários, questionários, responde perguntas sobre seus interesses e, a  partir disso,  “dá um resultado” que indicaria o que a pessoa deveria cursar.

Você acredita nesse tipo de resultado?

Eu  não. Para mim, há um princípio em uma certa forma de usar os testes com o qual eu não concordo: o princípio de que o teste vai revelar algo parao sujeito que está escondido, camuflado e inacessível. Para mim, o teste pode ser uma ferramenta que ajude o psicólogo a conversar com seu cliente sobre o processo de escolha, mas não uma ferramenta para obtenção de uma “verdade”sobre o sujeito.

Se a orientação profissional/vocacional não é uma simples bateria de testes, o que ela é? Nos atendimentos que realizo no meu consultório ou na escolas em que desenvolvo projetos sbre esse tema, o que está em foco é ajudar o adolescente a pensar em um projeto de futuro, e a partir dele refletir sobre a escolha de um curso universitário ou de outro caminho de formação e profissionalização. Para isso, abordo diversas questões relativas a percepção do sujeito sobre ele mesmo (habilidades, interesses, preferências, vida escolar, expectativas quanto a futuro, entre outras) e , ao mesmo tempo, faço uma extensa pesquisa, junto com o orientando, a respeito da informação profissional. Isso significa investigar as características dos cursos, a grade curricular, as possibilidades de atuação profissional, a rotina de trabalho etc…

Qual o objetivo disso tudo? Que o orientando consiga, ao final do processo, ter um esboço de um projeto de futuro, no qual a profissão será uma parte importante, mas não a única. Além disso, pretende-se que ele esteja capacitado a fazer uma escolha mais consciente e adequada às suas expectativas, sonhos, possibilidades e desejos…

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